O que para você pode ser uma vida sexual saudável para outras pessoas pode não ser. Pelas inúmeras possibilidades que existem, fica difícil definir qual a forma correta ou melhor ou ideal. No sexo não existem regras, o mais importante é a satisfação sexual do casal, sendo menos importante a forma que cheguem ao orgasmo.

Não é como uma receita de bolo que precisa seguir à risca para não desandar; cada pessoa ou casal define a forma como querem ou devem conduzir a vida sexual, e isso depende essencialmente do envolvimento e do tipo de relacionamento de cada um, e até o modo que foi capaz de chegar lá.

Para algumas pessoas, uma vida sexual saudável é fazer sexo todos os dias com o mesmo parceiro, desde que tenha vínculo afetivo, de preferência, casados ou vivendo em relacionamentos sérios. Para outros o mais importante é, que o casal consiga ter orgasmos. Já para outros uma vida sexual saudável é ser descomprometido e fazer sexo com quem lhe der na telha, mesmo sem vínculo afetivo, prevenindo-se sempre contra doenças. Há ainda os que não se preocupam com nada, querem mesmo é fazer sexo e que venham mais parceiros ou possíveis consequências.

Na adolescência

Para alguém que está começando a vida sexual, saudável é transar, liberar a carga de hormônios que gritam no corpo e conseguir o maior número de ficantes para liberar toda a energia. Há quem siga o politicamente correto e nunca fica com ninguém por uma simples transa e jamais dispensa o uso de preservativos. Existem também os que se importam com o que o parceiro está sentindo, se está gostando ou não, são preocupados desde muito cedo com o que sentem ou podem causar nas pessoas em relação ao sexo.

Casais em relacionamentos duradouros

Em uma relação madura, a vida sexual saudável é ter apenas um parceiro e não precisa necessariamente fazer sexo todos os dias ou a qualquer hora. Já são mais contidos e se ligam muito mais na qualidade do que na quantidade, se em alguns dias a coisa não rolar ou acontecer sem muita emoção, não ficam tão encanados, porque tudo varia muito de pessoa para pessoa, de humor e do dia — não são todos os dias que você está com aquela disposição para transar; e até para agradar o (a) parceiro (a), acabam fazendo aquele sexo meia-boca, nem sempre conseguem o ápice ou apenas uma das partes se satisfaz. Isso pode ser compensado em outros momentos, com a intimidade e o diálogo entre o casal, que com mais ânimo e entrega podem buscar alternativas, despertando novamente o desejo.

Homens solteiros

Para os solteirões de plantão, uma vida sexual saudável pode ser quantidade e qualidade, ou nem sempre há uma regra. Alguns procuram alguém fixo para que não corram tantos riscos; outros não se prendem a esses detalhes e procuram o maior número de transas que possam lhe dar prazer.  

Mulheres solteiras

Para mulheres solteiras a vida sexual não foge muito quando comparada à de um homem: elas também querem sair descomprometidas, e se rolar algo que as leve para a cama, querem mesmo é alguém que as satisfaça nesse sentido, que pensem primeiro nelas e as realize. Muitas até querem um relacionamento de verdade, mas outras não dão importância a isso, desde que sintam prazer, o resto está tudo certo.

Vida sexual entre pessoas do mesmo sexo

Aos olhos da sociedade, a vida sexual dos homossexuais é bem mais delicada se tratando de riscos. Muitos estão mais vulneráveis por não terem parceiros fixos e por se importarem pouco com isso. Por outro lado, são pessoas que mais podem variar na hora do sexo em termos de posições, fantasias, fetiches, enfim, entrega. Sentem-se mais livres e sem limites em vários aspectos, inclusive da sexualidade. E ao contrário do que muitos imaginam, são pessoas que muito se previnem quanto a DSTs exatamente por estarem mais vulneráveis; por isso, a vida sexual dessas pessoas pode ser mais saudável, satisfatória e feliz em comparação à de casais héteros.

Na terceira idade

Em todas as fases da vida é possível ter uma vida sexual saudável, e na terceira idade não deve ser diferente. Se as pessoas se desprendessem da virilidade e formas físicas poderiam viver a vida inteira satisfeitas quanto a sexo, por diversas maneiras de se alcançar o prazer — mesmo com a perda parcial da libido, algumas pessoas nessa fase da vida conseguem ter satisfação no sexo. O ideal, no entanto, é sempre ter acompanhamento médico: ginecologistas, urologistas, sexólogos que auxiliem melhor nessa questão.

Como deveria ser a vida sexual

A vida sexual tem que ter jeito, carinho, experimentar posições e modos que possam dar mais prazer, mais vontade e despertar o desejo, usar artifícios e dar estímulos para aumentar o tesão. É sentir o corpo a corpo de um jeito entrosado e ambos na mesma sintonia.

Sexo é saúde, é vida e precisa ter prazer de verdade, até porque ninguém merece estar com alguém e sentir mau humor por conta de uma transa mal dada. Sexo deve ser descontração, leveza, entrega, e deve causar boas sensações, êxtase e saciedade. É sentir que o dever foi cumprido para ambos, é troca de experiências, de carinho, cumplicidade. É poder causar no outro a satisfação de estar agradando e poder ser correspondido à altura.

Evite arrependimentos, constrangimentos e culpas

O ideal para uma vida sexual saudável é fazer com responsabilidade, independentemente de quantidade ou de parceiro; é saber que uma transa, rápida que seja, pode trazer grandes transtornos, desde uma gravidez indesejada até doenças que podem merecer tratamento pelo resto da vida. Pensar, antes de mais nada, na qualidade do sexo, em si e no outro. De nada adianta você se satisfazer e o outro sair frustrado de uma noite de sexo.

Todos devemos ter cuidado quando se trata da vida sexual. Para ficarmos sempre tranquilos, o preservativo deve ser indispensável na hora do sexo, assim como visitar regularmente os profissionais da saúde, para um checape, uma avaliação e prevenção de doenças. Afinal, não há nada melhor que uma consciência tranquila depois de um dia ou uma noite de amor.

Como vimos, não há um manual, cada pessoa ou par de pessoas pode avaliar e agir para que sua vida sexual seja a mais saudável e satisfatória possível. Mais do que a frequência das relações, importam o desejo e a entrega no momento, a satisfação que um tem com o outro, o diálogo e a intimidade entre os parceiros — além da confiança e da preservação da saúde, afinal, tratamos aqui de vida sexual saudável. Por isso, busque sempre conhecer seu corpo, seus desejos, suas preferências, assim como os do parceiro, para desfrutar dos diversos benefícios do sexo. Muito prazer!